Sunday, July 07, 2013

Palavra - Adoradores ou consumidores? O outro lado da herança de Charles Finney - Por Augustus Nicodemus Lopes




A palavra "evangélicos" tem se tornado tão inclusiva que corre o perigo de se tornar totalmente vazia de significado — R. C. Sproul
Em certa ocasião o Senhor Jesus teve de fazer uma escolha entre ter 5 mil pessoas que o seguiam por causa dos benefícios que poderiam obter dele, ou ter doze seguidores leais, que o seguiam pelo motivo certo (e mesmo assim, um deles o traiu). Em outras palavras, uma decisão entre muitos consumidores e poucos fiéis discípulos. Refiro-me ao evento da multiplicação dos pães narrado em João 6. Lemos que a multidão, extasiada com o milagre, quis proclamar Jesus como rei, mas ele recusou-se (João 6.15). No dia seguinte, Jesus também se recusa a fazer mais milagres diante da multidão pois percebe que o estão seguindo por causa dos pães que comeram (6.26,30). Sua palavra acerca do pão da vida afugenta quase que todos da multidão (6.60,66), à exceção dos doze discípulos, que afirmam segui-lo por saber que ele é o Salvador, o que tem as palavras de vida eterna (6.67-69).

O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.

Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.

Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.

Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.

Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.

Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.

Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político".

Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.

Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).

Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."

Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.

Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.

Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.

O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.

A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22).


O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.

Fonte: Monergismo
O Senhor Jesus poderia ter satisfeito às necessidades da multidão e saciado o desejo dela de ter mais milagres, sinais e pão. Teria sido feito rei, e teria o povo ao seu lado. Mas o Senhor preferiu ter um punhado de pessoas que o seguiam pelos motivos certos, a ter uma vasta multidão que o fazia pelos motivos errados. Preferiu discípulos a consumidores.
Infelizmente, parece prevalecer em nossos dias uma mentalidade entre os evangélicos bem semelhante à da multidão nos dias de Jesus. Parece-nos que muitos, à semelhança da sociedade em que vivemos, tem uma mentalidade de consumidores quando se trata das coisas do Reino de Deus. O consumismo característico da nossa época parece ter achado a porta da igreja evangélica, tem entrado com toda a força, e para ficar.
Por consumismo quero dizer o impulso de satisfazer as necessidades, reais ou não, pelo uso de bens ou serviços prestados por outrem. No consumismo, as necessidades pessoais são o centro; e a "escolha" das pessoas, o mais respeitado de seus direitos. Tudo gira em torno da pessoa, e tudo existe para satisfazer as suas necessidades. As coisas ganham importância, validade e relevância à medida em que são capazes de atender estas necessidades.
Esta mentalidade tem permeado, em grande medida, as programações das igrejas, a forma e o conteúdo das pregações, a escolha das músicas, o tipo de liturgia, e as estratégias para crescimento de comunidades locais. Tudo é feito com o objetivo de satisfazer as necessidades emocionais, psicológicas, físicas e materiais das pessoas. E neste afã, prevalece o fim sobre os meios. Métodos são justificados à medida em que se prestam para atrair mais freqüentadores, e torná-los mais felizes, mais alegres, mais satisfeitos, e dispostos a continuar a freqüentar as igrejas.
Esta mentalidade consumista por parte de evangélicos se mostra por vários ângulos. Numa pesquisa recente feita pelo Instituto Gallup nos Estados Unidos constatou-se que 4 em cada 10 americanos estão envolvidos em pequenos grupos que se reúnem semanalmente buscando saída para o envolvimento com drogas, problemas familiares, solidão e isolacionismo. Embora evidentemente muitos estarão em busca de uma oportunidade para aprofundar a experiência cristã e crescer no conhecimento de Deus, a maioria, segundo Gallup, busca satisfazer suas necessidades pessoais. De acordo com a revista Newsweek, 1 em cada 5 americanos sofre de alguma forma de doença mental (incluindo ansiedade, depressão clínica, esquizofrenia, etc.) durante o curso de um ano. E disso se aproveitam os espertos. Uma denúncia contra a indústria evangélica de saúde mental foi feita ano passado por Steve Rabey em Christianity Today. Cada vez mais cresce o marketing nas igrejas na área de aconselhamento, com um número alarmante de profissionais cristãos oferecendo ajuda psicológica através de métodos seculares. A indústria de música cristã tem crescido assustadoramente, abandonando por vezes seu propósito inicial de difundir o Evangelho, e tornando-se cada vez mais um mercado rentável como outro qualquer. A maioria das gravadoras evangélicas nos Estados Unidos pertence às corporações seculares de entretenimento. As estrelas do gospel music cobram cachês altíssimos para suas apresentações. Num recente artigo em Strategies for Today’s Leader, Gary McIntosh defende abertamente que "o negócio das igrejas é servir ao povo". Ele defende que a igreja deve ter uma mentalidade voltada para o "cliente", e traçar seus planos e estratégias visando suas necessidades básicas, e especialmente faze-los sentir-se bem.
Um efeito da mentalidade consumista das igrejas é o que tem sido chamado de "a síndrome da porta de vai-e-vem". As igrejas estão repletas de pessoas buscando sentido para a vida, alívio para suas ansiedades e preocupações. Assim, elas escolhem igrejas como escolhem refrigerantes. Tão logo a igreja que freqüentam deixa de satisfazer as suas necessidades, elas saem pela porta tão facilmente quanto entraram. As pessoas buscam igrejas onde se sintam confortáveis, e se esquecem de que precisam na verdade de uma igreja que as faça crescer em Cristo e no amor para com os outros.
Creio que há vários fatores que provocaram a presente situação. Ao meu ver, um dos mais decisivos é a influência da teologia e dos métodos de Charles G. Finney no evangelicalismo moderno. Houve uma profunda mudança no conceito de evangelização ocorrida no século passado, devido ao trabalho de Charles Finney. Mais do que a teologia do próprio Karl Barth, a teologia e os métodos de Finney têm moldado o moderno evangelicalismo. Ele é o herói de Jerry Falwell, Bill Bright e de Billy Graham; é o celebrado campeão de Keith Green, do movimento de sinais e prodígios, do movimento neopentecostal, e do movimento de crescimento da igreja. Michael Horton afirma que grande parte das dificuldades que a igreja evangélica moderna passa é devida à influência de Finney, particularmente de alguns dos seus desvios teológicos: "Para demonstrar o débito do evangelicalismo moderno a Finney, devemos observar em primeiro lugar os desvios teológicos de Finney. Estes desvios fizeram de Finney o pai dos fatores antecedentes aos grandes desafios dentro da própria igreja evangélica hoje: o movimento de crescimento de igrejas, o neopentecostalismo, e o reavivalismo político".
Para muitos no Brasil seria uma surpresa tomar conhecimento do pensamento teológico de Finney. Ele é tido como um dos grandes evangelistas da Igreja Cristã, e estimado e venerado por evangélicos no Brasil como modelo de fé e vida. E não poderia ser diferente, visto que se tem publicado no Brasil apenas obras que exaltam Finney. Desconheço qualquer obra em português que apresente o outro lado. Meu alvo, neste artigo, não é escrever extensamente sobre o assunto, mas mostrar a relação de causa e efeito que existe entre o ensino e métodos de Finney e a mentalidade consumista dos evangélicos hoje.
Em sua obra sobre teologia sistemática (Systematic Theology [Bethany, 1976]), escrita pelo fim de seu ministério, quando era professor do seminário de Oberlin, Finney revela ter abraçado ensinos estranhos ao Cristianismo histórico. Ele ensina que a perfeição moral é condição para justificação, e que ninguém poderá ser justificado de seus pecados enquanto tiver pecado em si (p. 57); afirma que o verdadeiro cristão perde sua justificação (e conseqüentemente, a salvação) toda vez que peca (p. 46); demonstra que não acredita em pecado original e nem na depravação inerente ao ser humano (p. 179); afirma que o homem é perfeitamente capaz de aceitar por si mesmo, sem a ajuda do Espírito Santo, a oferta do Evangelho. Mais surpreendente ainda, Finney nega que Cristo morreu para pagar os pecados de alguém; ele havia morrido com um propósito, o de reafirmar o governo moral de Deus, e nos dar o exemplo de como agradar a Deus (pp. 206-217). Finney nega ainda, de forma veemente, a imputação dos méritos de Cristo ao pecador, e rejeita a idéia da justificação com base da obra de Cristo em lugar dos pecadores (pp. 320-333). Quanto à aplicação da redenção, Finney nega a ideia de que o novo nascimento é um milagre operado sobrenaturalmente por Deus na alma humana. Para ele, "regeneração consiste no pecador mudar sua escolha última, sua intenção e suas preferência; ou ainda, mudar do egoísmo para o amor e a benevolência", e tudo isto movido pela influência moral do exemplo de Cristo ao morrer na cruz (p. 224).
Finney, reagindo contra a influência calvinista que predominava no Grande Avivamento ocorrido na Nova Inglaterra do século passado, mudou a ênfase que havia à pregação doutrinária para uma ênfase à fazer com que as pessoas "tomassem uma decisão", ou que fizessem uma escolha. No prefácio da sua Systematic Theology ele declara a base da sua metodologia: "Um reavivamento não é um milagre ou não depende de um milagre, em qualquer sentido. É meramente o resultado filosófico da aplicação correta dos métodos."
Finney não estava descobrindo uma nova verdade, mas abraçando um erro antigo, defendido por Pelágio no século IV, e condenado como herético pela Igreja, ou seja, que nenhum de nós nasce pecador; o homem, por nascimento, é neutro, e capaz de fazer escolhas para o bem e para o mal com inteira liberdade. Finney tem sido corretamente descrito por estudiosos evangélicos como sendo semi-pelagiano (ou mesmo, pelagiano) em sua doutrina, e um dos responsáveis maiores pela disseminação deste erro antigo entre as igrejas modernas.
Na teologia de Finney, Deus não é soberano, o homem não é um pecador por natureza, a expiação de Cristo não é um pagamento válido pelo pecado, a doutrina da justificação pela imputação é insultante à razão e à moralidade, o novo nascimento é produzido simplesmente por técnicas bem sucedidas, e avivamento é o resultado de campanhas bem planejadas com os métodos corretos.
Antes de Finney, os evangelistas reformados aguardavam sinais ou evidências da operação do Espírito Santo nos pecadores, trazendo-os debaixo de convicção de pecado, para então guiá-los à Cristo. Não colocavam pressão sobre a vontade dos pecadores, por meio psicológicos, com receio de produzir falsas conversões. Finney, porém, seguiu caminho oposto, e seu caminho prevaleceu. Já que acreditava na capacidade inerente da vontade humana de tomar decisões espirituais quando o desejasse, suas campanhas de evangelismo e de reavivamento passaram a girar em torno de um simples propósito: levar os pecadores a fazer uma escolha imediata de seguir a Cristo. Com isto, introduziu novos métodos nos seus cultos, como o "banco dos ansiosos" (de onde veio a prática de se fazer apelos ao final da mensagem), o uso de qualquer medidas que provocassem um estado emocional propício ao pecador para escolher a Deus, o que incluía apelos emocionais e denúncias terríveis do pecado e do juízo.
O impacto dos métodos reavivalistas de Finney no evangelicalismo moderno são tremendos. Seus sucessores têm perpetuado estes métodos e mantido as características do fundador: o apelo por decisões imediatas, baseadas na vontade humana; o estímulo das emoções como alvo do culto; o desprezo pela doutrina; e a ênfase que se dá na pregação a se fazer uma escolha, em vez da ênfase às grandes doutrinas da graça. As igrejas evangélicas de hoje, influenciadas pela teologia e pelos métodos de Finney, acreditando que reavivamentos podem ser produzidos, e que pecadores podem decidir seguir a Cristo quando o desejarem, têm adotado táticas e práticas em que as pessoas são vistas como clientes, e que promovem a mentalidade consumista nas igrejas evangélicas.
A relação entre os métodos de Finney e o espírito consumista moderno foi corretamente notado por Rodney Clapp, em recente artigo na Christianity Today (Outubro de 1966): "Ao enfatizar a importância de se tomar uma decisão para Cristo, Charles Finney e outros reavivalistas ajudaram na sacramentalização da ‘escolha’, elemento chave do consumismo capitalista de hoje. O reavivalismo [de Finney] encorajava sentimentos de êxtase e a abertura do indivíduo para mudanças costumeiras de conversão e reconversão" (p. 22).

O Senhor Jesus preferiu doze seguidores genuínos a ter uma multidão de consumidores. Creio que a igreja evangélica brasileira precisa seguir a Cristo também aqui. É preciso que reconheçamos que as tendências modernas em alguns quartéis evangélicos é a de produzir consumidores, muito mais que reais discípulos de Cristo, pela forma de culto, liturgias, atrações, e eventos que promovem. Um retorno às antigas doutrinas da graça, pregadas pelos apóstolos e pelos reformadores, enfatizando a busca da glória de Deus como alvo maior do homem, poderá melhorar esse estado de coisas.

Li esse texto no Reforma que Passa (https://www.facebook.com/ReformaquePassa)

Thursday, July 04, 2013

Geek - Deep web na visão de um noob - Parte I :


Ultimamente tenho lido muita coisa na internet falando da deep web, algumas coisas extremamente cômicas, tipo: "Se você acessa a DW (uma sigla para os pseudo íntimos),prepare-se para receber o FBI em sua casa", o que é um absurdo primeiramente por nós estarmos no Brasil, não é jurisdição deles, e em segundo lugar, por todos nós sabermos que americano nem de café gosta. ;*
Mas falando sério, muito se tem falado, e negativamente, a respeito dessa outra face da web, e para você entender o universo que é, imagine que todo o conteúdo da web que você conhece (que é denominado de surface web) só engloba 3% de toda informação disponível, isso segundo especialistas, ou seja 97% de todo conteúdo disponível é deep web.


Deep web é o que podemos definir de duas formas:
- A primeira é como conteudo não indexado, mas o que isso seria isso?
Imagine a sua conta de e-mail, nela você precisa de um login e senha para entrar certo? Alguém que apenas digite seu endereço de e-mail, em algum site de busca, não conseguirá visualizar as suas mensagens. Isso por que o conteúdo da sua conta não foi indexado, endereçado, atrelado a nenhum motor de busca, assim como nenhum conteúdo que necessite de uma senha pessoal para se revelar, pode ser visto sem a inserção da mesma, o mesmo acontece com suas contas de rede social. É um conteúdo privado, de uso pessoal, que necessita de permissões (senhas) para se revelar.
- Já o conteúdo não indexável é assim:
Por se tratar uma espécie de protocolo diferente (os .onion) do usado na surface web ( que no caso é o Http), os robôs de busca não conseguem reconhecer seu conteúdo e anexar essa informação ao seu sistema, tornando mais dificil a localização de qualquer conteúdo por mais simples que seja.


É com base nessa segunda explicação que nasce o tão falado "monstro dw", é ai que ocorre o processo de demonização (palavra que nem sei se a gramática permite) desse mundo, pois como é muito difícil de indexar, da mesma maneira é ainda mais difícil encontrar a "raiz" de qualquer conteúdo, e isso dá liberdade pra um tipo de gente que não vale o que o gato enterra, tipo pedófilos, necrófilos, assassinos de aluguel e toda espécie de fauna maligna se revelar e se agrupar em fóruns, ou somente despejar os lixos por eles produzidos, sem a princípio, serem localizados.
O serviço mais utilizado para seu acesso é o TOR, que em outra oportunidade, vou explicar como funciona e como usar desse serviço para o bem (sem querer dar uma de moralista, claro).

Mas esse anonimato é por vezes, o vilão e o herói da bagaça e explico por que:
É vilão, pois o anonimato é usado para o mal nas situações que já expus acima, pessoas que cometem os mais variados tipos de psicopatias e comportamentos não tolerados moralmente no "mundo de superfície", encontram nesse anonimato da dw, a oportunidade de exporem todas as suas imundícies e compartilhar com pessoas de igual pensamento e índole.
É herói, por que em lugares onde os regimes são ditatoriais e que o acesso a livre informação é bloqueado, esse anonimato garante esse direito, se ouve falar que toda a "primavera árabe" desde seu início, foi organizada na deep, pelo grau de sigilo e segurança que se pode alcançar.

Como essa foi uma explanação bem superficial do que é a DW, em outras postagens continuarei falando sobre o assunto, assim como falarei mais profundamente (sem trocadilhos), dos tipos de softwares usados para o acesso (TOR) e como usufruir do que de melhor ela pode nos oferecer.

Wednesday, July 03, 2013

Eu - Agora vai (ou não) !


Então, já foram tantas as vezes que disse que iria voltar a postar nesse blog regularmente que nem eu acredito mais, mas como enquanto há vida há esperança, agora estou de volta e prometo (novamente) postar com mais frequência nesse espaço.


Os reais motivos que me fizeram parar de publicar postagens foram:



- falta de tempo extrema, pois agora trabalho durante o dia e estudo a noite, estou cursando Administração na UFPI, e assim o tempo que ainda me resta, eu dedico aos estudos (ou a jogar Devil May Cry, Tomb Raider , Bioshock Infinite, Remember Me, Batman Arkhan City, Rigde Racer, Split Second, Skyrin...);


- a vontade de transferir este blog pra outra plataforma, o que me possibilitaria melhorar a interface, mas depois de muita dor de cabeça e tentativas frustradas, decidi continuar por aqui mesmo (apesar de não ter desistido da idéia ainda).;


- falta de equipamento necessário para iniciar alguns projetos antigos, como  posts sobre fotografia e vídeo, somente esse ano consegui comprar minha câmera fotográfica semi profissional  e uma filmadora básica.

Vou tentar, na medida do possível, manter isso aqui funcionando de forma satisfatória pra mim e para os que leem essas humildes palavras, e aos que me perguntavam quando eu voltaria meu muito obrigado pela motivação de voltar, agora vai!

Tuesday, January 01, 2013

Cinema - O Hobbit e suas críticas:


Bom, minha intenção aqui não é fazer uma crítica apurada e nem esmiuçar o filme em todos os detalhes técnicos, não sou crítico, muito menos resenhista profissional, na verdade tenho até uma certa repulsa em relação à criticas de cinema por conta de acreditar que a opinião, em tudo que se refere a artes, deve ser considerada em nível pessoal, as vezes, o crítico não gosta ou gosta demais do trabalho de determinado ator, diretor, roteirista e tende estender essa opinião por toda a obra analisada, por simples sentimentalismo. 
Dito isso, vou às minhas impressões superficiais, sem nenhum spoiller,  de um dos filmes mais esperados por mim no ano de 2012: The Hobbit - An Unexpected Journey (Nova Zelândia, EUA , 2012 - 169 min.) que no Brasil ganhou o nome de O Hobbit - Uma Jornada Inesperada, baseado na obra infanto-juvenil homônima de J.R.R Tolkien e dirigido por Peter Jackson. 
O livro


Logo de início, recomendo a leitura do livro, para que se entenda qual a verdadeira alma da obra, é um livro que , conta a história, J.R.R Tolkien escreveu para os seus filhos, ou seja, é impossível compará-lo a profundidade e dramaticidade do The Lord of the Rings, é uma obra mais simples, as vezes cômica, muito mais acessível, e assim segue toda a primeira parte da história do filme.


Conta a história de Bilbo Bolseiro (Martin Freeman), o hobbit que é, quase que obrigatoriamente recrutado pelo mago Gandalf (Ian MacKellen) e Thorin Escudo-de-Carvalho (Richard Armitage) a fazer parte da comitiva de anões que tem por objetivo a recuperação da Montanha Solitária,uma espécie de cidade caverna e seus tesouros roubados por Smaug, o dragão (Benedict Cumberbatch).
A impressão que tive, é que esse primeiro filme, do que também será uma trilogia a exemplo do TLOTR , abordou até o capítulo 6 do livro.
  
Martin Freeman e Peter Jackson
É um filme bastante didático, no que se refere à explicação da história, quem não viu a trilogia anterior, em poucos momentos se sentirá deslocado, pois a produção conseguiu "modernizar" alguns aspectos dos escritos em que foi baseado, sem estar intimamente ligado à fidelidade do texto original. 

Claro que no decorrer do filme, foram feitas diversos acréscimos tanto de personagens inexistentes no livro, quanto de cenas de ação, algumas até dispensáveis.
O que gostei bastante foi do equilíbrio entre cenas cômicas e dramáticas, as vezes você sai de um momento de alegria de de repente é transportado para um ambiente mais pesado, tenso, e nisso a excelente trilha sonora tem papel fundamental.
Cartaz oficial do filme
É um filme que recomendo por cumprir muito bem o que pra mim é importante: diversão.
Saí da sessão já ansioso pela continuação do mesmo e isso devido ao magnifico trabalho que Peter Jackson e seus roteiristas executam desde TLOTR, o cuidado com detalhes, a preocupação em, por mais que o objetivo principal de todos os filmes seja retorno financeiro, entregar um produto o mais próximo da fidelidade em relação ao livro.Lógico que transformar um livro de outra época e cultura diferente, em um blockbuster  não é uma tarefa possível sem algumas intervenções artísticas, seja no acréscimo de personagens, adição de cenas de ação (algumas até exageradas e totalmente dispensáveis), mas nada disso estraga a obra, a história é emocionante, pra mim foi impossível não se comover e torcer pelos personagens, por mais que se conheça o livro, mas o cinema tem esse dom de te reavivar o conhecido, dando um novo fôlego aquilo que, por vezes, já estava se apagando.
Em minha opinião, é um filme que vale cada centavo gasto em suas quase três horas de exibição.  

Sunday, December 30, 2012

Geek - Três jogos gratis para Android:


WTF is Android?
Android é, sem sombra de dúvidas, a plataforma mais personalizável que existe atualmente, isso graças a seu kernel ser baseado em linux e ser ter código aberto, o que possibilita aos mais diferentes tipos de programadores, uma liberdade absurda de manipulação e customização. Isso aliado a todo o conhecimento de mídias da Google, foram os responsáveis pela disseminação e popularidade desse sistema, sendo hoje, o sistema operacional mais usado no mundo, com cerca de 68% de participação no mercado de smartphones, tablets e media players.Hoje é possível encontrá-lo até em câmeras digitais e calculadoras, demonstrando o quão grande é o seu poder de adaptação.Então,como você veio até aqui, não para ler nenhum manifesto pró android, vamos aos jogos.

Todos os jogos aqui mostrados, podem ser baixados no loja oficial da google para aplicativos, jogos, livros, filmes etc, a Google Play, basta apenas clicar na imagem da postagem.


A ordem que os jogos que indicarei aparecem aqui, nada tem a ver com um ranking, eles estão na ordem que aparecem pra mim aqui no aparelho que uso, um Samsung Galaxy Player 4.2, que em breve farei uma análise aqui no blog, todos rodaram sem problemas nele.

1. Jetpack Joyride:


Nele você toma o controle de Barry Steakfries e seu jetpack, o jogo consiste em desviar de armadilhas eletricas, misséis e tantas outras coisas. A jogabilidade é simples, feita apenas com um dedo na tela, mas é extremamente viciante.
Impossível não gostar, por mais simples que pareça a jogabilidade nas primeiras fases, no decorrer do jogo, os desafios te provocam de tal forma, que terminar a fase se torna quase em questão de honra.

2. Bike Race:

Um jogo que parece muito simples, mas só parece mesmo, as primeiras fases te iludem, a dificuldade é quase inexistente, mas aí, você se achando o rei da "bike", decide prosseguir no jogo, e é ai que retorna a realidade. 
Por mais que a idéia do jogo seja simples, você ter que somente terminar algumas pistas de curta e média extensão usando como controle a inclinação do aparelho e tocar na tela para frear eu lhe garanto que a raiva que você passará só não vai ser maior que a diversão que esse jogo lhe proporcionará.  

3.Space Cat:

Esse é daqueles jogos que você baixa para sua namorada, ou ao menos usa essa desculpa quando algum amigo seu lhe pergunta o por que dele em seu aparelho.
Imagine um gato zangado, em um disco voador, que mora em uma caixa de papelão que mais parece um laboratório,e que quer capturar ratos de pelúcia voadores (ao menos foi o que me pareceu): Isso é o Spacecat 3D.
Provavelmente as mulheres amarão esse jogo, coisas como : Owww, mais é fofo ! Que cut cut ! Voa chanin lindo ! e outras frases de cunho sentimental serão constantemente repetidas durante o jogo, e ao que ví a intenção é causar esse tipo de frisson, pois o gato da nave, apesar da cara de mau, tem comportamento de gato mesmo, se lambe e tudo mais.
 
Esse tipo de postagem será semanal, portanto postarei mais três recomendações para vocês a cada semana, uma postagem para jogos e outra para aplicativos.
Apreciem sem moderação.




Tuesday, September 18, 2012

Game - Inversion (Namco):

Numa cidade invadida por um inimigo desconhecido, com armas que tem o poder para deixar certas áreas da cidade sem gravidade ou até de mudarem a posição de certos caminhos,você vai embarcar numa jornada através de ruas devastadas pela guerra para procurar pelo filho de Davis.E ainda vai ter a oportunidade de usar armas que manipulam a gravidade e destruir tudo aquilo que lhes fizer frente.
Se imagine em meio a uma invasão alienígena, e imagine que esses aliens, que são chamados no jogo de Lutadores, são os responsáveis diretos pela morte de sua esposa, e se só isso já não fosse motivo suficiente para uma ira nuclear, imagine que os invasores ainda conseguem controlar a gravidade a seu favor? Imaginou? Não? Pois lhes apresento a personificação disso tudo: Inversion da Namco.
"Em Inversion, os jogadores assumem o papel de Davis Russel, um jovem policial, pai e marido que se encontra em uma guerra cruel impulso quando a sociedade é invadida por um inimigo desconhecido que utiliza um armamento avançado que manipula a gravidade, utilizando da baixa gravidade para levitar objetos, ou de alta gravidade para empurrar objetos e inimigos no chão. Com sua filha desaparecida, Davis precisa trabalhar junto com seu parceiro Leo Delgado para assumir o comando deste armamento avançado gravitacional para salvar o mundo. " Game Vício.
O design do jogo é bom, nada de excepcional, e a jogabilidade é praticamente uma "homenagem" ao Gears of War, é impossível não se lembrar dele,assim com de Gravity Rush ou Mass Effect, pelo visual das armas e de alguns inimigos. O jogo em si não chega a ser a 8ª maravilha dessa era, mas diverte bastante, principalmente se você já está habituado jogos de tiro em terceira pessoa.
É um pouco difícil, você tem que ter muita paciência em algumas fases, por que nem sempre a gravidade estará a seu favor e não se pode usar desse "poder" a toda hora, apesar de visualmente ser algo muito bonito no jogo, em determinadas fases, deixar as coisas como elas realmente são é a melhor estratégia de sobrevivência.
Em geral, recomendo pra quem busca horas de diversão e não se importa tanto com a semelhança deste jogo a tudo que já se conhece de um jogo de tiro.

Wednesday, July 18, 2012

Música - Um breve resumo - The Reign of Kindo

The Reign of Kindo é uma banda norte americana, formada em 2006 pelo que restou da This Day & Age,banda essa que ainda hoje é uma das minhas preferidas no indie rock cristão.
Pra falar a verdade, quando ouví uma música deles, chamada Hold Out pela primeira vez, pensei ser do Incubus, principalmente pela semelhança do vocal principal.
O seu primeiro cd completo, o Rhythm, Chord & Melody (2008), traz uma proposta se som bastante diferente em relação ao TD&A, enquanto nela o negócio era mais indie rock , no TRoK a pegada é mais variada, entram na mistura: blues, ritmos latinos,indie, smooth jazz.


É um cd muito bem trabalhado, bom de se ouvir em qualquer situação, a construção rítmica e a melodia das músicas desde a primeira, já são um convite para se deixar levar pelos minutos que se seguem.
Por eu tocar bateria, me prendi do começo ao fim do cd na variação e forma de condução das linhas que completam perfeitamente, sem sobras e nem "fazer demais", o instrumental. Senti falta de uma presença mais marcante do baixo, muito tímido em algumas músicas e quase nulo em outras.
A formação para gravação desse cd é a seguinte:

Joseph Secchiaroli – Guitarra/vocal
Steven Padin –Bateria/vocal
Kelly Sciandra – Piano/trompete
Michael Carroll –Guitarra/percussão
Jeffery Jarvis – Baixo/vocal

Destaco as faixas “The Moments In Between“ ,“I Hear that Music Play“ e "Hold Out".

Tuesday, July 17, 2012

Eu - The Classic Line of Life:


Dois meses sem postar nada novo aqui, dois meses de muito trabalho (ou não), falta de tempo e de vontade. A verdade é que estava fazendo tão pouca coisa que a falta de interesse total era o que me guiava esses dias. Mas aí surgem novas idéias que precisam de um meio para tomarem forma e , ao invés de recomeçar, decidí re-iniciar, retomar os projetos sobre uma nova ótica, e aqui estou eu de volta.
Então, nesse tempo todo que nada postei aqui, graças a Deus e a intervenção de D. Maria, conseguí um emprego para trabalhar com o que realmente sei fazer: processamento de dados e coisas relacionadas ao financeiro de uma escola.


O melhor de voltar a trabalhar, sem sombra de duvidas, é a volta do super poder aquisitivo, benção essa que acompanha todo super herói assalariado, por que finalmente posso comprar o equipamento necessário para prosseguir com todos os planos que sempre tive vontade de por em prática aqui no blog.Se bem que o trabalho me ocupa na maior parte do tempo. 
Ou seja, resumindo e finalizando: estou de volta, e espero que tudo seja diferente. 

Wednesday, May 02, 2012

Tutorial - Dicas para Criar Videos no Youtube (Dicas de HomeStudio)

Roberto Torao explica e tira as dúvidas principais sobre como criar, fazer e melhorar a qualidade de seus videos no Youtube para os músicos e hobbysta no assunto.



Wednesday, April 04, 2012

Música - Lana Del Rey


Críticas, lí muitas delas antes de ouvir este cd e ter alguma opinião 100% minha a respeito, é verdade que muitas das que lí eram desfavoráveis à obra em sí, mas nas linhas a seguir vou tentar, como leigo teimoso que sou, colocar minha opinião da forma mais honesta possível.

Então, que é essa moça, de onde veio e o que pretende? 

Seu nome "de batismo" é Elizabeth Woolridge Grant, nascida em Nova Iorque, em 21 de Junho de 1986, seu nome artístico foi inspirado na combinação dos nomes da atriz Lana Turner e o Ford Del Rey, nome que adotou desde o lançamento de seus eps, o Lana Del Ray A.K.A Lizzy Grant de 2010, antes disso, em 2009 , Kill Kill.
É filha do milionário Rob Grant e em 2011, foi contratada pela empresa de moda Next Model Management como modelo.
A critica especializada define seu estilo musical como "self-styled gangsta Nancy Sinatra", se focando num estilo de música mais intimista e totalmente retrô, se você como eu cresceu ouvindo músicas dos anos 60 e 70, perceberá muita referência deste período com pitadas de toda a androgenia musical dos anos 80.

Vale a pena escutar?

Na minha mais que humilde e leiga opinião, vale sim, e muito, por tantos motivos: 
- A suavidade de sua voz alterna para momentos mais fortes de forma muito agradável, não me pareceu algo forçado como já havia lido em algumas críticas.
- Admiro muito cantoras que escrevem suas próprias músicas, a moça ai da foto é compositora de suas interpretações.
- Existem muitas críticas a discriminando como: "Uma cantora mediana situada entre Amy Winehouse e Adele", discordo, ela tem um estilo bastante diferente das citadas, pra mim, só necessita de um melhor trabalho de segmentação em um estilo, que nem precisa ser próprio, mas a definição do que ela quer ser melhoraria bastante até mesmo suas apresentações em shows, que ainda são alvo de críticas ferrenhas, sempre a considerando apática.
Para quem quer ouvir música num estilo retrô, e curte essa nova onda vintage que se alastra no universo, recomendo sem problemas de arrependimento ou má digestão das canções, mas quem quiser conferir algo antes de se aventurar, deixo um dos singles.  No mais carpe diem.

Tuesday, March 20, 2012

Séries - Awake (NBC):

Sabe quando você, sem compromisso e expectativa alguma, começa a assistir algum episódio piloto de série, e em menos de dez minutos, você já sabe que irá assistir até o último episódio, final ou cancelamento desta? Assim me sentí quando ví o primeiro episódio da mais nova série da NBC, Awake.
A história matriz da série é a seguinte: 
Mark Britten é um detetive e sofre um acidente de carro, ao voltar à realidade depois de um provável estado de coma, descobre que está vivendo em duas realidades paralelas e diferentes ao mesmo tempo. Na primeira, o acidente vitimou seu filho, Rex e na outra, sua esposa Hannah.
Em cada realidade, algumas coisas mudam em relação a outra,por exemplo, em cada uma delas, seus parceiros são diferentes que são os detetives: Richard Veja e Isaiah “Bird” Freeman. O primeiro é um jovem com pouca experiência mas muito sociável,e vive na realidade em que Rex sobrevive.O outro é um detetive da polícia veterano, homem cínico e irônico, que existe na realidade na qual Hannah ainda está viva.
O primeiro episódio exige bastante atenção do espectador, principalmente quando da troca de realidades, mas facilmente assimilável depois que você posiciona cada personagem em sua devida dimensão, no segundo episódio isso não é mais problema, pois quando acontece a "troca", há uma transição que mostra um close-up do olhar do protagonista.
É impossível não lembrar de Lost, Fringe, Alcatraz ou qualquer obra do JJ Abrams quando se trata de múltiplas dimensões, mas com uma originalidade absurda, a série recria uma nova forma de apresentação das mesmas, se bem que até o terceiro episódio, os psicólogos do detetive Britten explicam que ele está preso a alucinações e sonhos, não em uma fenda do espaço temporal.
O que me deixa com receio de indicá-la é a complexidade da mesma, e por conta disso, não agradou o público norte americano, já acostumado com séries que não instigam ou forçam o pensar.
Recomendo a todos que buscam por uma série que fuja dos padrões atuais e peço também paciência aos que seguindo a recomendação desta postagem, verão esta série, pois o enredo pode confundir bastante no começo, mas depois dos 15 minutos iniciais você já estará imerso no ambiente.
Interessado em acompanhar? Clique aqui.

Sunday, March 18, 2012

Cultura - Fotos do Artes de Março:


Artes de Março é um evento realizado uma vez por ano pelo Teresina Shopping e algumas parcerias, e que na minha humilde opinião, é um dos melhores eventos culturais do estado, principalmente por promover o encontro de artistas de toda parte do Brasil com o público local tão sedento de eventos desse tipo.
Este ano o tema é o centenário de Luís Gonzaga, o rei do baião, dentre as homenagens, estão a mostra de alguns de seus objetos pessoais, exposição de fotografias, execução de suas músicas pelas atrações musicais, dentre outros.